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candidose

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candidosecandidose
( can·di·do·se

can·di·do·se

)


nome feminino

[Medicina] [Medicina] Infecção aguda ou subaguda causada por fungos do género Candida albicans. = CANDIDÍASE

etimologiaOrigem etimológica:cândida + -ose.

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Esta palavra no dicionário



Dúvidas linguísticas



Pretendo saber como se lê a palavra ridículo. Há quem diga que se lê da forma que se escreve e há quem diga que se lê redículo. Assim como as palavras ministro e vizinho, onde também tenho a mesma dúvida.
A dissimilação, fenómeno fonético que torna diferentes dois ou mais segmentos fonéticos iguais ou semelhantes, é muito frequente em português europeu.

O caso da pronúncia do primeiro i não como o habitual [i] mas como [i] (idêntico à pronúncia de se ou de) na palavra ridículo é apenas um exemplo de dissimilação entre dois sons [i].

O mesmo fenómeno pode acontecer nos casos de civil, esquisito, feminino, Filipe, imbecilidade, medicina, militar, milímetro, ministro, príncipe, sacrifício, santificado, Virgílio, visita, vizinho (o segmento destacado é o que pode sofrer dissimilação), onde se pode verificar que a modificação nunca ocorre na vogal da sílaba tónica ou com acento secundário, mas nas vogais de sílabas átonas que sofrem enfraquecimento.

A este respeito, convém referir que alguns dicionários de língua portuguesa, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa (Verbo, 2001) ou o Grande Dicionário Língua Portuguesa (Porto Editora, 2004), apresentam transcrição fonética das palavras. Podemos verificar que nestas obras de referência, a transcrição não é uniforme. No dicionário da Academia das Ciências, estas palavras são transcritas de forma quase sistemática sem dissimilação, mas a palavra príncipe é transcrita como prínc[i]pe. No dicionário da Porto editora, algumas destas palavras são transcritas com e sem dissimilação, por esta ordem, como em feminino, medicina, militar, ministro ou vizinho, mas a palavra esquisito é transcrita com a forma sem dissimilação em primeiro lugar, enquanto as palavras civil, príncipe, sacrifício e visita são transcritas apenas sem dissimilação.

Em conclusão, nestes contextos, é possível encontrar no português europeu as duas pronúncias, com e sem dissimilação, sendo que em alguns casos parece mais rara e noutros não. A pronúncia destas e de outras palavras não obedece a critérios de correcção, pois não se trata de uma pronúncia correcta ou incorrecta, mas de variações de pronúncia relacionadas com o dialecto ou o sociolecto do falante. Assim, nos exemplos acima apresentados é igualmente correcta a pronúncia dos segmentos assinalados como [i] ou [i].




Gostaria que me esclarecessem a seguinte dúvida: nos dicionários de Francês/Português a palavra quiche é substantivo masculino (le quiche). Mas quando a aplicamos num texto em português, é correcto escrever-se o quiche ou a quiche?
Segundo os vários dicionários monolingues de francês consultados (por exemplo, o Petit Robert e o Trésor de la Langue Française), a palavra quiche é, em francês, substantivo feminino. Aparentemente, a atribuição do género masculino em francês trata-se de um erro de classificação no dicionário bilingue que consultou.

Os dicionários de português que registam a palavra quiche optam por classificá-la como substantivo feminino (Dicionário Aurélio e Dicionário de Usos do Português do Brasil) e como substantivo de dois géneros (Dicionário Houaiss). No entanto, é possível considerar, pelas ocorrências em corpora e em motores de pesquisa da internet, que a palavra quiche é usada como substantivo feminino maioritariamente no português de Portugal. No português do Brasil, verifica-se uma maior oscilação entre o género feminino e o masculino.