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abalamento

A forma abalamentopode ser [derivação masculino singular de abalarabalar] ou [nome masculino].

Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!
abalamentoabalamento
( a·ba·la·men·to

a·ba·la·men·to

)


nome masculino

Acto ou efeito de abalar.

etimologiaOrigem etimológica:abalar + -mento.
abalarabalar
( a·ba·lar

a·ba·lar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo

1. Fazer oscilar.

2. [Figurado] [Figurado] Trazer a melhores sentimentos. = COMOVER

3. Fazer impressão, impressionar.

4. Assustar, perturbar, agitar.

5. Causar quebra em.

6. Impelir, abalançar.


verbo intransitivo

7. Oscilar.

8. Ir-se embora. = RETIRAR-SE

9. Fugir; partir.


verbo pronominal

10. Agitar-se, alterar-se, perturbar-se.

11. Assustar-se.

etimologiaOrigem etimológica:origem controversa.


Dúvidas linguísticas



A palavra vigilidade, que tem origem na palavra vígil, tem suscitado alguma controvérsia na área em que estou envolvido. É um termo que é utilizado nalguns trabalhos de psicologia e por algumas instituições nacionais ligadas aos medicamentos (ex: INFARMED). No entanto, não encontrei a palavra nos dicionários que consultei, inclusivamente o da Priberam. Alternativamente a palavra utililizada é vigilância. Assim, gostaria de saber a vossa opinião sobre este assunto.
Também não encontrámos a palavra vigilidade registada em nenhum dos dicionários ou vocabulários consultados. No entanto, este neologismo respeita as regras de boa formação da língua portuguesa, pela adjunção do sufixo -idade ao adjectivo vígil, à semelhança de outros pares análogos (ex.: dúctil/ductilidade, eréctil/erectilidade, versátil/versatilidade). O sufixo -idade é muito produtivo na língua para formar substantivos abstractos, exprimindo frequentemente a qualidade do adjectivo de que derivam.

Neste caso, existem já os substantivos vigília e vigilância para designar a qualidade do que é vígil, o que poderá explicar a ausência de registo lexicográfico de vigilidade. Como se trata, em ambos os casos, de palavras polissémicas, o uso do neologismo parece explicar-se pela necessidade de especialização no campo da medicina, psicologia e ciências afins, mesmo se nesses campos os outros dois termos (mas principalmente vigília, que surge muitas vezes como sinónimo de estado vígil) têm ampla divulgação.




Si e consigo só podem ter valor reflexivo ou podem ser usados quando nos dirigimos a alguém a quem tratamos por "você"? Em relação a para si e consigo, já ouvi dizer que só têm valor reflexivo, não sendo substituíveis por "para o senhor"/"com o senhor", mas sim como "para o senhor mesmo" / "com o senhor mesmo".
Os pronomes pessoais si e consigo podem referir-se à terceira pessoa gramatical (ele, ela, eles, elas) ou ao pronome de tratamento você/vocês (que corresponde gramaticalmente, para efeito de concordâncias, à terceira pessoa e é equivalente a formas como o senhor/a senhora/os senhores/as senhoras).

Desta forma, encontramos o pronome si antecedido de preposição referindo-se à terceira pessoa gramatical (ex.: o actor não tem problemas em sair de si [= dele] para encarnar a personagem; os rapazes tomaram o dinheiro para si [= para eles]) para indicar a pessoa ou pessoas de quem se fala, com valor reflexo, mas também para se referir a uma pessoa ou pessoas com quem se fala, no tratamento por você(s) (ex.: você não tem problemas em sair de si [= de você] para encarnar a personagem; vocês tomaram o dinheiro para si [= para vocês]), sendo que este pronome pode ou não estar explícito na frase. Da mesma forma, o pronome consigo pode indicar a(s) pessoa(s) de quem se fala (ex.: ela trouxe o irmão consigo [= com ela]; levaram o material consigo [= com eles]) ou a(s) pessoa(s) com quem se fala (ex.: o seu irmão veio consigo [= com você/com o senhor]?; vocês levaram o material consigo [= com vocês]).

Quando designam a pessoa com quem se fala, os pronomes si e consigo indicam normalmente um tratamento por você(s), equivalente também a outras expressões de tratamento como o senhor/a senhora (ex.: vou combinar consigo a melhor hora para nos encontrarmos), o professor (ex.: gosto muito de si e das suas aulas), o pai (ex.: isto é para si). Neste contexto, estes pronomes normalmente não têm valor reflexo, pois correspondem a pronomes de tratamento. Em alguns casos, porém, podem ter valor reflexo, quando o sujeito corresponde à mesma pessoa do objecto (ex.: diga a senhora qual a melhor hora para si; traga o livro consigo; o pai comprou isto para si?).

É de salientar que o uso dos pronomes si e consigo para referir a pessoa com quem se fala (ex.: falei de si ao meu chefe; falei consigo ao telefone) é mais frequente no português europeu do que no português do Brasil, onde é mais comum o uso das preposições seguidas do pronome você ou vocês (ex.: falei de você a meu chefe; falei com você ao telefone).

Sobre o sistema de tratamento no português, por favor consulte também as respostas vi-os/vi-vos e vós e vocês.