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ração

porcino | adj.

Relativo ou próprio do porco (ex.: rações porcinas)....


diária | n. f.

Ração de cada dia....


Operação que consiste na compactação de material para o transformar em pelotas ou granulados (ex.: pelotização de minério de ferro; pelotização de rações)....


Acto ou efeito de peletizar (ex.: peletização de rações)....


comedoria | n. f.

Ração diária de militares a bordo....


dose | n. f.

Quantidade determinada de cada ingrediente de uma preparação....


jarra | n. f. | n. m.

Depósito de água para ração diária da marinhagem....


Perda de água para a atmosfera por evaporação do solo e por transpiração das plantas....


palatabilizante | adj. 2 g. | n. m.

Aditivo alimentar destinado a tornar um alimento ou ração mais agradável ao gosto (ex.: palatabilizante para nutrição animal)....


embornal | n. m.

Saco com ração que se prende ao pescoço das bestas....


ração | n. f.

Porção de alimento ou de bebida para um ou mais dias de alimentação de homens ou animais ou só para uma comida ou vez....


tamina | n. f.

Vaso que servia no Brasil para medir a ração diária de farinha para os escravos negros....


cevadeira | n. f.

Saco que se suspende ao pescoço dos animais para comerem ração onde não há manjedoura....


inteiração | n. f.

Valor (em dinheiro) que se dá por uma ração ou pela parte que lhe falta....


pitança | n. f.

Ração diária de comida....


segundeira | n. f.

Ração suplementar de vinho que em certas festas se dava aos religiosos....


granulado | adj. | adj. n. m.

Diz-se de ou substância sob a forma de grânulos (ex.: medicamento granulado; ração em granulado)....


lavador | adj. n. m.

Aparelho agrícola para preparar a ração vegetal para os animais....


racioneiro | adj. n. m.

Que ou o que tem direito a ração....



Dúvidas linguísticas



Qual a forma correcta: perda de tempo ou perca de tempo?
As formas perda e perca são sinónimas, e encontram-se registadas como tal, por exemplo, no Vocabulário da Língua Portuguesa, de Rebelo Gonçalves (Coimbra Editora, 1966) e em dicionários como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (Academia das Ciências/Verbo, 2001) ou o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (Círculo de Leitores, 2002).

No entanto, a forma preferencial é perda, uma vez que a variante perca tem origem mais popular, devendo ser utilizada apenas em contextos mais informais.




A minha dúvida é a respeito da etimologia de determinadas palavras cuja raiz é de origem latina, por ex. bondade, sensibilidade, depressão, etc. No Dicionário Priberam elas aparecem com a terminação nominativa mas noutros dicionários parece-me que estão na terminação ablativa e não nominativa. Gostaria que me esclarecessem.
O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa regista, por exemplo, na etimologia de bondade, sensibilidade ou depressão, as formas que são normalmente enunciadas na forma do nominativo, seguida do genitivo: bonitas, bonitatis (ou bonitas, -atis); sensibilitas, sensibilitatis (ou sensibilitas, -atis) e depressio, depressionis (ou depressio, -onis).

Noutros dicionários gerais de língua portuguesa, é muito usual o registo da etimologia latina através da forma do acusativo sem a desinência -m (não se trata, como à primeira vista pode parecer, do ablativo). Isto acontece por ser o acusativo o caso lexicogénico, isto é, o caso latino que deu origem à maioria das palavras do português, e por, na evolução do latim para o português, o -m da desinência acusativa ter invariavelmente desaparecido. Assim, alguns dicionários registam, por exemplo, na etimologia de bondade, sensibilidade ou depressão, as formas bonitate, sensibilitate e depressione, que foram extrapoladas, respectivamente, dos acusativos bonitatem, sensibilitatem e depressionem.

Esta opção de apresentar o acusativo apocopado pode causar alguma perplexidade nos consulentes dos dicionários, que depois não encontram estas formas em dicionários de latim. Alguns dicionários optam por assinalar a queda do -m, colocando um hífen no final do étimo latino (ex.: bonitate-, sensibilitate-, depressione-). Outros, mais raros, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa ou o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa optaram por enunciar os étimos latinos (ex.: bonitas, -atis; sensibilitas, -atis, depressio, -onis), não os apresentando como a maioria dos dicionários; o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa não enuncia o étimo latino dos verbos, referenciando apenas a forma do infinitivo (ex.: fazer < facere; sentir < sentire).


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