Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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zaragatoa

zaragatoazaragatoa | n. f.
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za·ra·ga·to·a |ô|za·ra·ga·to·a |ô|


(espanhol zaragatona)
nome feminino

1. [Medicina]   [Medicina]  Objecto que consiste numa esponja ou numa porção de outro material absorvente na extremidade de uma haste, usado para aplicar medicamentos ou recolher amostras para análise, geralmente na zona da garganta e das fossas nasais.

2. [Por extensão]   [Por extensão]  Medicamento que se aplica com este objecto.

3. [Botânica]   [Botânica]  Planta herbácea (Plantago afra) da família das plantagináceas.


SinónimoSinônimo Geral: ZARACOTEIA

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Dúvidas linguísticas


Se digo "o formando", quando designo um indivíduo que está em processo de formação, poderei dizer "o associando" para designar um indivíduo que está em processo de adesão a uma associação?
Apesar de não se encontrar registada em nenhum dicionário consultado, a palavra associando encontra-se bem formada, com a junção do sufixo -ando ao verbo associar. Este sufixo é produtivo em português na formação de substantivos que designam pessoas que estão em determinado processo (ex.: educando = pessoa no processo de se educar; formando = pessoa no processo de se formar), pelo que não se pode apontar nenhuma incorrecção à palavra associando para designar a pessoa no processo de se associar (ex.: o associando aguarda a conclusão do processo de candidatura).



Tenho uma dúvida relativamente ao novo acordo ortográfico. Será que alguém me pode explicar de forma convincente porque é que a palavra "pára" (3ª pess. sing. pres. ind. de parar e 2ª pess. sing. imp. de parar) terá a sua grafia alterada para "para"?
Não bastavam já todos os outros exemplos na língua portuguesa em que diferentes palavras têm a mesma grafia, mudando a sua pronúncia para alterar o significado? A final o novo acordo ortográfico serve para simplificar ou para complicar?
Não quero dizer que muitas das coisas do novo ortográfico não fazem sentido, por muito que nos custe alterar a forma como nos ensinaram a ler e a escrever, mas é por causa destes exemplos, no meu ver, completamente estúpidos, que o novo acordo perde credibilidade e fará com que muita gente se recuse a aplicá-lo.
Como deverá ser do seu conhecimento, a Priberam, sendo uma empresa privada, não teve qualquer intervenção ou influência na redacção, aprovação e/ou aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, limitando-se apenas a adaptar os seus produtos de cariz linguístico a um acordo com valor legislativo e a divulgar as novas regras por ele estipuladas, permitindo assim aos utilizadores da língua portuguesa e dos produtos e serviços da Priberam uma familiarização gradual com a nova grafia. É de referir que a Priberam tem feito uma análise crítica do texto legal e dos problemas colocados na sua aplicação efectiva, como poderá verificar na secção Acordo Ortográfico em www.flip.pt.

A ortografia é um conjunto de regras convencionadas; como tal, é artificial e muitas vezes com motivações pouco claras para o utilizador.

No caso específico da alteração de pára que passa a para, (cf. Base IX, 9.º), o texto da “Nota Explicativa” (no ponto 5.4.1) que se segue ao texto do Acordo Ortográfico, pretende justificar esta alteração da seguinte forma:
“a) Em primeiro lugar, por coerência com a abolição do acento gráfico já consagrada pelo Acordo de 1945, em Portugal, e pela Lei n.º 5765, de 18 de Dezembro de 1971, no Brasil, em casos semelhantes, como, por exemplo: acerto (ê), substantivo, e acerto (é), flexão de acertar; acordo (ô), substantivo, e acordo (ó), flexão de acordar; cor (ô), substantivo, e cor (ó), elemento da locução de cor; sede (ê) e sede (é), ambos substantivos; etc.;
b) Em segundo lugar, porque, tratando-se de pares cujos elementos pertencem a classes gramaticais diferentes, o contexto sintáctico permite distinguir claramente tais homógrafas.”

É de referir que esta opção parece ser inconsistente com o estipulado no n.º 3 da Base VIII para o caso do verbo pôr e da preposição por: "3.º Prescinde-se de acento gráfico para distinguir palavras oxítonas homógrafas, mas heterofónicas/heterofônicas, do tipo de cor (ô), substantivo, e cor (ó), elemento da locução de cor; colher (ê), verbo, e colher (é), substantivo. Excetua-se a forma verbal pôr, para a distinguir da preposição por." Repare-se como o critério que é válido para pôr/por não parece ser suficiente no caso de pára/para, o que é revelador de falta de sistematicidade.

Por outro lado ainda, este Acordo Ortográfico de 1990 admite, na Base IX, 6.º b), a grafia fôrma, a par de forma, apesar de se tratar da reinserção de uma grafia que já fora abolida quer no português europeu, quer no português do Brasil, e de contrariar, de alguma forma, o disposto na mesma base, ponto 10.º.

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Palavra do dia

a·za·bum·bar a·za·bum·bar

- ConjugarConjugar

(a- + zabumba + -ar)
verbo intransitivo

1. Tocar zabumba ou tambor. = ZABUMBAR

2. Perder a capacidade de falar ou de responder. = ATRAPALHAR-SE, EMBATOCAR, EMBATUCAR, PASMAR

verbo transitivo

3. Bater como em zabumba.

4. Causar perturbação dos sentidos. = ATORDOAR, ATURDIR

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/zaragatoa [consultado em 27-02-2021]