Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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quinaquina | s. f.
quinaquina | s. f.
quinaquina | s. f.
3ª pess. sing. pres. ind. de quinarquinar
2ª pess. sing. imp. de quinarquinar
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

qui·na qui·na 1
(latim quina, -ae, -a, cinco cada um, cinco cada vez, cinco a cinco, cinco)
substantivo feminino

1. Conjunto de cinco itens iguais ou da mesma natureza.

2. [Heráldica]   [Heráldica]  Cada um dos cincos escudos que entram nas armas de Portugal.Ver imagem

3. [Jogos]   [Jogos]  Os cinco pontos de uma carta, pedra de dominó ou dado de jogar.

4. [Jogos]   [Jogos]  Série de cinco números dispostos numa fila horizontal nos cartões do loto.


qui·na qui·na 2
(redução de [es]quina)
substantivo feminino

Ângulo de um objecto. = ARESTA, CANTO, ESQUINA


qui·na qui·na 3
(espanhol quina, do quíchua quinaquina)
substantivo feminino

1. [Botânica]   [Botânica]  Nome de várias plantas arborescentes encontradas na América do Sul cuja casca tem propriedades antifebris.

2. [Farmácia]   [Farmácia]  Sulfato extraído dessas plantas. = QUININO

4. [Agricultura]   [Agricultura]  Variedade de maçã.


qui·nar qui·nar - ConjugarConjugar
(quina + -ar)
verbo transitivo

1. Preparar com quina.

verbo intransitivo

2. Fazer quina (no loto).

3. [Informal]   [Informal]  Morrer.

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Dúvidas linguísticas


A palavra "bué" foi ou não aceite na Língua Portuguesa?
Não há nenhuma instituição ou entidade que possa aceitar ou não uma palavra na língua ou determinar o que é aceite. A partir do momento em que uma palavra é utilizada, sobretudo por um número elevado de falantes e com larga difusão geográfica, passa a ser um facto linguístico e cabe ao utilizador da língua decidir acerca da sua utilização ou não, consoante o seu conhecimento linguístico, a situação em que se encontra e o uso próprio que ele faz da língua. Mesmo os chamados erros ou o desrespeito por determinadas regras não deixam de ser factos linguísticos e de fazer parte da língua; se o falante tiver conhecimento de que se trata de um erro, pode é optar por o utilizar ou não.

Em relação à palavra bué, não é de um erro que se trata, mas de um advérbio e pronome que faz parte de um registo mais informal da língua, muitas vezes denominado calão, mas cujas fronteiras são difíceis de definir. Como outras palavras deste nível de língua, é considerado normal ou seu uso em contextos informais, sendo desaconselhado ou desadequado em situações mais formais.

A eventual dicionarização de palavras de nível informal (o registo de bué no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa em 2001 foi, de alguma forma, polémico) não torna uma palavra aceite ou não, pois faz parte do conhecimento linguístico dos falantes saber em que situação usar determinado nível de língua. O uso de níveis de língua diferentes está relacionado com o conhecimento das situações de comunicação e dos códigos de conduta social, que passa também pela utilização da língua (um exemplo claro deste conhecimento é o uso dos chamados palavrões, ou tabuísmos, cuja utilização em determinadas situações é considerada altamente reprovável).





Em português, há algum fenómeno especial com os advérbios em -mente quando vão seguidos numa frase (ou com uma conjunção no meio)? Tanto em espanhol como em catalão há um comportamento curioso, em que algum dos advérbios perde o -mente: Simple y llanamente (em espanhol, se há dois ou mais, só o último fica "completo"); Exclusivament i principal (em catalão, não é obrigatório mas, se acontece, só o último fica sem o -mente). Li que o francês e o italiano mantêm sempre o -mente. E em português?
Na coordenação de advérbios terminados em -mente, é muito usual o apagamento do sufixo -mente no primeiro advérbio (ex.: esta situação é pura e simplesmente absurda; ele é directa e indirectamente responsável por esta situação; alguns professores contribuem discreta, mas poderosamente para a formação da matriz cultural dos alunos), ou em todos menos no último, no caso de coordenações com mais do que dois (ex.: respondera leviana, mal-educada e grosseiramente). Note-se que nos casos de advérbios resultantes de adjectivos graficamente acentuados, a forma com -mente não tem acento gráfico (ex.: ele é fisicamente atraente) mas na coordenação de advérbios o advérbio reduzido retoma a forma acentuada do adjectivo (ex.: o atleta está física e mentalmente confiante).
Este procedimento, apesar de ser muito habitual e recomendado por muitas gramáticas, não é obrigatório e não invalida a coordenação de advérbios sem qualquer elisão dos sufixos (ex.: normalmente, as listas eleitorais são inteiramente ou maioritariamente compostas por cidadãos nacionais).

O fenómeno de apagamento em estruturas de coordenação não é exclusivo da coordenação de advérbios em -mente, mas acontece também em palavras com alguns prefixos ou elementos de composição prefixais (ex.: deixou de pré ou pós-datar os cheques; os alunos farão auto e heteroavaliação), embora com aceitação menos consensual. Sobre este assunto, poderá consultar o artigo "Quando meia palavra basta: Apagamento de palavras fonológicas em estruturas coordenadas", de Marina VIGÁRIO, in Ivo Castro e Inês Duarte (org.) Razões e Emoção. Miscelânea de estudos em homenagem a Maria Helena Mira Mateus. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, pp. 415-435 (versão disponível em http://labfon.letras.ulisboa.pt/SonseMelodias/Vigario2003.pdf).

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Palavra do dia

a·lu·nar a·lu·nar - ConjugarConjugar
(a- latim luna, -ae, lua + -ar)
verbo intransitivo

1. Pousar na Lua.

2. Tomar contacto com o solo lunar.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/quina [consultado em 20-07-2019]