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poço

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poçopoço
|pô| |pô|
( po·ço

po·ço

)
Imagem

Cova funda aberta no solo para exploração de água.


nome masculino

1. Cova funda aberta no solo para exploração de água.Imagem = FURO

2. Buraco ou estrutura destinada a acumular água.

3. Buraco feito para exploração de algum material do subsolo.

4. Sítio onde os rios, ribeiros, etc., apresentam maior profundidade. = ABISMO, PEGO

5. Abertura feita para se descer a uma mina.

6. Altura do navio desde a aresta superior até ao convés.

7. Pessoa que acumula grande quantidade de algo (ex.: poço de ciência, poço de sabedoria).


interjeição

8. Expressão que indica desagrado ou irritação.


poço da orquestra

Espaço onde se pode instalar a orquestra, em certos teatros, localizado entre o palco e a plateia, num nível inferior a ambos.

poço de ar

Massa de ar que faz com que os aviões percam subitamente altitude, geralmente durante um espaço curto de tempo. = BOLSA DE AR

poço de visita

Abertura na via pública, por vezes permitindo a entrada de uma pessoa, utilizada geralmente para permitir o acesso a sistemas de saneamento, de drenagem de águas ou esgotos, mas também de sistemas hidráulicos, eléctricos ou de telecomunicações. = BUEIRO

vistoPlural: poços |pó|.
etimologiaOrigem etimológica:latim puteus, -i.
iconPlural: poços |pó|.
Ver também resposta à dúvida: plural com alteração do timbre da vogal tónica.

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Anagramas



Dúvidas linguísticas



Gostaria de saber o porque se usa tanto apartir de ou concerteza sendo que o correto é a partir de e com certeza ?
Este fenómeno acontece frequentemente com locuções muito usuais em que os utilizadores da língua têm dificuldades em identificar as fronteiras das palavras, o que tem como consequência erros ortográficos como apartir de (em vez de a partir de), concerteza (em vez de com certeza) ou derrepente (em vez de de repente).



Nota-se hoje alguma tendência para se inutilizar as regras do discurso indirecto. Nos textos jornalísticos sobretudo, hoje quase que ninguém mais respeita os comandos gramáticos regedores do discurso indirecto. Muitos inclusive argumentam tratar-se de normas "ultrapassadas". Daí vermos frequentemente frases do tipo O ministro X prometeu que o seu governo vai/irá cumprir os prazos/irá cumprir, ao invés de ia/iria cumprir, como manda a Gramática conhecida até hoje. De que lado estará então a correcção? Ou seja, as normas do discurso indirecto enunciadas nas diferentes gramáticas ainda valem ou deixaram de valer?
As chamadas regras para transformar o discurso directo em discurso indirecto mantêm-se, e têm na Nova Gramática do Português Contemporâneo (14.ª ed., Lisboa: Edições Sá da Costa, 1998, pp. 629-637) uma sistematização bastante completa.
No entanto, o discurso indirecto livre parece estar a ser cada vez mais usado na imprensa, consciente ou inconscientemente.

Esta forma de discurso é muito usada na oralidade e em textos literários que pretendem diminuir a distância entre o narrador e o discurso relatado e tem como característica exactamente a fusão do discurso directo com o discurso indirecto.
Disso é exemplo a frase apontada (O ministro X prometeu que o seu governo vai/irá cumprir os prazos), em que o início tem claramente características de discurso indirecto, como o enunciado na 3.ª pessoa (O ministro X prometeu) ou a oração subordinada integrante dependente de um verbo que indica declaração ou afirmação (prometeu que), e a segunda parte tem claramente características de discurso directo, como o tempo verbal no presente ou no futuro (o seu governo vai/irá cumprir) em vez de no pretérito imperfeito ou no condicional, como seria normal no discurso indirecto (o seu governo ia/iria cumprir).

Para melhor exemplificar a noção de discurso indirecto livre, por contraste com o discurso directo e com o discurso indirecto, colocamos as três frases a seguir.

Discurso directo: O meu governo vai cumprir os prazos.
Discurso indirecto: O ministro X prometeu que o seu governo ia cumprir os prazos.
Discurso indirecto livre: O ministro X prometeu que o seu governo vai cumprir os prazos.