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meruge

merugemeruge | n. f.
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me·ru·ge me·ru·ge


nome feminino

[Botânica]   [Botânica]  O mesmo que miosótis.

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Dúvidas linguísticas


Como se pronuncia a letra E quando falamos a, e, i, o, u? a, é ou e, i... E no alfabeto? A, b, c, d, e ou é... Quando vamos nos referir a letra e ou é numa palavra, como devemos pronunciar? Por exemplo, indaguei a um colega quantas letras E deveria colocar na palavra meeting. Ele me respondeu que não era letra e, mas sim letra é que deveria empregar. Qual seria a resposta correta?
O nome da letra E deverá ser lido [È] (este é o símbolo do alfabeto fonético equivalente ao E das palavras pé ou fera). Quanto à pronúncia da letra E, ela pode corresponder a vários sons, consoante o contexto e, por vezes, consoante as características lexicais de cada palavra. Assim, esta letra pode corresponder à vogal [È] como em pé, fera ou papel; à vogal [e] como em dedo, seu ou vê; à vogal [i] como em e (conjunção) ou eléctrico; à vogal [i] como em estudante; à vogal [á] como em coelho, igreja, senha ou eira; à semivogal [j] como em área ou es.

Da mesma forma, o nome da letra R é erre, mas não se pronuncia erre numa palavra (pronuncia-se [r] entre vogais, depois de uma consoante da mesma sílaba ou em final de palavra, como em caro, cobra ou falar; pronuncia-se [R] em início de palavra, em início de sílaba ou quando está duplicado como em rua, palrar, tenro ou carro).




Gostaria que me esclarecessem relativamente à utilização do infinitivo pessoal e do impessoal. Diz-se "Já tens idade para SER responsável." ou "Já tens idade para SERES responsável."? Outro exemplo, "Ele mandou-os FAZER o trabalho." ou "Ele mandou-os FAZEREM o trabalho."? Para finalizar, "Elas gostam de se MAQUILHAR." ou "Elas gostam de se MAQUILHAREM."?
Nos casos em análise, estamos perante o uso do infinitivo (flexionado/pessoal ou não flexionado/impessoal) em orações subordinadas infinitivas completivas, isto é, que servem de complemento a algum constituinte.

Em geral, costuma afirmar-se que o infinitivo pessoal ou flexionado deve ser utilizado quando na oração subordinada infinitiva há um sujeito diferente do sujeito da oração principal, mas esta indicação é apenas uma referência, pois em muitos casos trata-se de escolhas estilísticas, onde não há respostas peremptórias.

No primeiro caso ("Já tens idade para SER responsável. / Já tens idade para SERES responsável.") estamos perante uma completiva de nome, pois "para ser responsável" é complemento do substantivo "idade", sendo o sujeito de ambas as orações o mesmo ([tu]), embora não esteja expresso. Nesta construção, é possível encontrar quer o infinitivo não flexionado, quer o infinitivo flexionado (ex.: fizemos a promessa de voltar/voltarmos lá; estás com medo de estragar/estragares o trabalho feito).

No segundo caso ("Ele mandou-os FAZER o trabalho. / Ele mandou-os FAZEREM o trabalho.") estamos perante uma completiva que faz parte do complemento directo, pois "-os fazerem o trabalho" é complemento directo de "ele mandou". Nesta construção (ou em construções semelhantes), quando os sujeitos das duas orações são diferentes (ele / os) será mais frequente, e mais facilmente aceite pelos falantes, o infinitivo flexionado (ex.: via as crianças brincarem no parque; aconselhou os alunos a estudarem), mas o infinitivo não flexionado também é possível e aceite (ex.: via as crianças brincar no parque; aconselhou os alunos a estudar).

No terceiro caso ("Elas gostam de se MAQUILHAR. / Elas gostam de se MAQUILHAREM.") estamos perante uma completiva com função de complemento preposicionado. Nesta construção, e tendo os sujeitos das duas orações a mesma referência (elas gostam / [elas] maquilharem-se), parece ser mais frequente e mais aceite o uso do infinitivo não flexionado (ex.: obrigaram-se a respeitar o espaço um do outro; concordámos em falar sobre o assunto), mas o infinitivo flexionado também é possível (ex.: obrigaram-se a respeitarem o espaço um do outro; concordámos em falarmos sobre o assunto).

Sublinhe-se novamente que não se pode falar de regras categóricas relativamente a este tópico porque se trata de uma questão mais do campo da estilística do que do campo da gramática, tal como afirmam Celso Cunha e Lindley Cintra na sua Nova Gramática do Português Contemporâneo (14.ª ed., Edições Sá da Costa, Lisboa, 1998, p. 482): "O emprego das formas flexionada e não flexionada do infinitivo é uma das questões mais controvertidas da sintaxe portuguesa. Numerosas têm sido as regras propostas pelos gramáticos para orientar com precisão o uso selectivo das duas formas. Quase todas, porém, submetidas a um exame mais acurado, revelaram-se insuficientes ou irreais. Em verdade, os escritores das diversas fases da língua portuguesa nunca se pautaram, no caso, por exclusivas razões de ordem gramatical, mas viram-se sempre, no acto da escolha, influenciáveis por ponderáveis motivos de ordem estilística, tais como o ritmo da frase, a ênfase do enunciado, a clareza da expressão. Por tudo isso, parece-nos mais acertado falar não de regras, mas de tendências que se observam no emprego de uma e de outra forma do infinitivo.

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Palavra do dia

pi·ca·tar·tes pi·ca·tar·tes


(latim pica, -ae, pega + latim científico Cathartes, género de abutre, do grego kathartês, -ou, limpador, purificador)
nome masculino de dois números

[Ornitologia]   [Ornitologia]  Designação dada a duas espécies de aves passeriformes da família dos picatartídeos, do género Picathartes.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/meruge [consultado em 26-05-2022]