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estono

A forma estonoé [primeira pessoa singular do presente do indicativo de estonarestonar].

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estonarestonar
( es·to·nar

es·to·nar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo

1. Tirar a tona ou a casca a. = DESCASCAR

3. Fazer cair a pele de, geralmente por efeito de queimadura. = PELAR

4. [Figurado] [Figurado] Tostar, chamuscar ou escaldar.

5. Tosquiar.

6. Raspar superficialmente (ex.: estonar a terra).

7. Cobrir (o rego da semente) com a terra do rego que se abre ao lado.

etimologiaOrigem etimológica:es- + tona + -ar.

Anagramas

Esta palavra no dicionário



Dúvidas linguísticas



A minha dúvida é a respeito da etimologia de determinadas palavras cuja raiz é de origem latina, por ex. bondade, sensibilidade, depressão, etc. No Dicionário Priberam elas aparecem com a terminação nominativa mas noutros dicionários parece-me que estão na terminação ablativa e não nominativa. Gostaria que me esclarecessem.
O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa regista, por exemplo, na etimologia de bondade, sensibilidade ou depressão, as formas que são normalmente enunciadas na forma do nominativo, seguida do genitivo: bonitas, bonitatis (ou bonitas, -atis); sensibilitas, sensibilitatis (ou sensibilitas, -atis) e depressio, depressionis (ou depressio, -onis).

Noutros dicionários gerais de língua portuguesa, é muito usual o registo da etimologia latina através da forma do acusativo sem a desinência -m (não se trata, como à primeira vista pode parecer, do ablativo). Isto acontece por ser o acusativo o caso lexicogénico, isto é, o caso latino que deu origem à maioria das palavras do português, e por, na evolução do latim para o português, o -m da desinência acusativa ter invariavelmente desaparecido. Assim, alguns dicionários registam, por exemplo, na etimologia de bondade, sensibilidade ou depressão, as formas bonitate, sensibilitate e depressione, que foram extrapoladas, respectivamente, dos acusativos bonitatem, sensibilitatem e depressionem.

Esta opção de apresentar o acusativo apocopado pode causar alguma perplexidade nos consulentes dos dicionários, que depois não encontram estas formas em dicionários de latim. Alguns dicionários optam por assinalar a queda do -m, colocando um hífen no final do étimo latino (ex.: bonitate-, sensibilitate-, depressione-). Outros, mais raros, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa ou o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa optaram por enunciar os étimos latinos (ex.: bonitas, -atis; sensibilitas, -atis, depressio, -onis), não os apresentando como a maioria dos dicionários; o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa não enuncia o étimo latino dos verbos, referenciando apenas a forma do infinitivo (ex.: fazer < facere; sentir < sentire).




Por que a palavra baú recebe o acento agudo no ú?
A palavra baú é acentuada graficamente no u para que não forme ditongo com a vogal que a precede (contrariamente ao que acontece em pau, por exemplo).

De acordo com a base X, n.º 1 do Acordo Ortográfico de 1990, as vogais tónicas i e u das palavras agudas e graves são acentuadas quando precedidas de uma vogal com a qual não formam ditongo e desde que não constituam sílaba com a consoante seguinte, à excepção de s (ex.: Ataíde, baía, baú, graúdo, juízes, miúdo, país). De acordo com o n.º 2 da mesma base, tais vogais não são acentuadas quando precedidas de uma vogal com a qual não formam ditongo mas constituem sílaba com a consoante seguinte (ex.: juiz, Raul) ou então quando são seguidas de nh (ex.: moinho, rainha).