Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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desinteressedesinteresse | s. m.
1ª pess. sing. pres. conj. de desinteressardesinteressar
3ª pess. sing. imp. de desinteressardesinteressar
3ª pess. sing. pres. conj. de desinteressardesinteressar
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de·sin·te·res·se |ê| de·sin·te·res·se |ê|
(des- + interesse)
substantivo masculino

1. Falta de interesse.

2. Generosidade; desapego.


de·sin·te·res·sar de·sin·te·res·sar - ConjugarConjugar
(des- + interessar)
verbo transitivo

1. Tirar o interesse a ou provocar indiferença.INTERESSAR

2. [Pouco usado]   [Pouco usado]  Privar de interesse, dos lucros.

verbo pronominal

3. Deixar de ver interesse em; perder o interesse por (ex.: desinteressou-se do assunto).INTERESSAR-SE

4. Deixar de parte; não ligar a. = NEGLIGENCIAR

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Dúvidas linguísticas


Gostaria de saber se, perante a utilização de uma oração intercalar precedida da conjunção e, a vírgula deverá vir antes ou depois da conjunção. Concretizando, qual das frases estará correcta: Tratando-se de uma questão importante, e tendo em conta os valores envolvidos, importa tomar uma decisão urgente ou Tratando-se de uma questão importante e, tendo em conta os valores envolvidos, importa tomar uma decisão urgente.
Na primeira frase apontada, estamos perante três orações ([1] Tratando-se de uma questão importante, [2] e tendo em conta os valores envolvidos, [3] importa tomar uma decisão urgente), havendo a coordenação (através da conjunção e) das duas orações gerundivas [1] e [2] que, por sua vez, funcionam como adjunto adverbial da oração principal [3], dela separado através de uma vírgula.

Depois de identificada esta estrutura, podemos verificar que na segunda frase apontada não há motivo para colocar a expressão tendo em conta os valores envolvidos entre vírgulas. Se o fizermos, estaremos a isolar sintacticamente uma estrutura, indicando que está intercalada (por favor, consulte também a resposta vírgula depois da conjunção e). Neste caso, verificamos que não se trata de uma oração intercalada, pois, se tentarmos suprimir o que está entre vírgulas, constatamos que o resultado é agramatical (*Tratando-se de uma questão importante e importa tomar uma decisão urgente). Com efeito, não se trata de uma coordenação da oração principal [3] com a primeira oração gerundiva [1], mas sim de uma coordenação de orações gerundivas, como se afirmou acima.

Do ponto de vista lógico, a frase correcta será então Tratando-se de uma questão importante(,) e tendo em conta os valores envolvidos, importa tomar uma decisão urgente. Os parênteses indicam aqui a opcionalidade da vírgula: aparentemente, entre [1] e [2] não haveria necessidade do uso de uma vírgula, já que a coordenação é feita pela conjunção e e esta vírgula não está a isolar uma parte da frase; no entanto, este uso da vírgula é muito frequente (cf. CUNHA e CINTRA, Nova Gramática do Português Contemporâneo, p. 643) em casos de orações coordenadas unidas pela conjunção e com um sujeito diferente. No caso, as duas orações gerundivas têm sujeitos diferentes, ainda que não expressos, pois o verbo tratar está a ser usado como verbo impessoal (isto é, não tem sujeito) e o verbo ter, na locução ter em conta, tem um sujeito indefinido, como alguém ou nós.

Sobre este assunto, poderá consultar também a resposta vírgula antes da conjunção e.




O substantivo "primeiro-ministro" pode ser flexionado para "primeira-ministra" ? Li esta expressão em um site do Governo do Brasil, e achei um bocado estranha: "2012 – Visita ao Brasil da Primeira-Ministra Julia Gillard. Relações bilaterais elevadas ao nível de Parceria Estratégica"
Presentemente, a palavra primeiro-ministro designa um chefe de governo do sexo masculino (ex.: O primeiro-ministro falou à imprensa) e a palavra primeira-ministra designa um chefe de governo do sexo feminino (ex.: A primeira-ministra reuniu-se com o presidente da república).

A hesitação na utilização do termo masculino primeiro-ministro para designar um referente feminino (ex.: A primeiro-ministro da Noruega é da mesma opinião) resulta do facto de esse cargo ter sido, durante muitos anos, maioritariamente desempenhado por pessoas do sexo masculino, tal como muitas outras profissões (ex.: juiz, presidente, etc.). As palavras designativas destes cargos foram sendo registadas na tradição lexicográfica como substantivos masculinos, reflectindo esse facto.

Porém, à medida que a sociedade em que vivemos se vai alterando, torna-se necessário designar novas realidades, como seja o caso da feminização dos nomes de algumas profissões, decorrente do acesso da população feminina a tais cargos. Por exemplo, as palavras chefe, presidente, comandante passaram a ser usadas e registadas nos dicionários como substantivos comuns de dois, ou seja, com uma mesma forma para os dois géneros, sendo o feminino ou o masculino indicado nos determinantes com que coocorrem, que flexionam em género, consoante o sexo do referente: havia o chefe e passou a haver a chefe (veja-se, a este propósito, a dúvida relativa a capataz). De igual modo, surgiram primeiras-ministras, juízas, deputadas, vereadoras, governadoras, engenheiras, etc. No primeiro caso optou-se por formas invariáveis, no último, por formas flexionáveis.

Pode persistir alguma resistência na aceitação destes termos flexionados. No entanto, a estranheza inicial de uma forma flexionada como primeira-ministra tem-se esbatido à medida que estas palavras surgem regularmente na imprensa escrita e falada. Prova disto é o número de ocorrências da forma feminina em corpora e nos resultados dos motores de busca na Internet.

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Palavra do dia

bor·bo·le·ti·ce bor·bo·le·ti·ce
(borboleta + -ice)
substantivo feminino

1. Modos ou movimentos de borboleta.

2. [Figurado]   [Figurado]  Devaneio, imaginação.

3. [Figurado]   [Figurado]  Volubilidade, capricho.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/desinteresse [consultado em 26-03-2019]