Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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caráctercaráter ou caráctercaráter | s. m.
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ca·rác·ter |át| ou |áct| ca·rá·ter |át| ou ca·rác·ter |áct| ca·rá·ter |át|
(latim character, -eris, sinal, marca)
nome masculino

1. O que faz com que os entes ou objectos se distingam entre os outros da sua espécie.

2. Marca, cunho, impressão.

3. Propriedade.

4. Qualidade distintiva.

5. Índole, génio.

6. Firmeza.

7. Dignidade.

8. [Artes gráficas]   [Artes gráficas]  Molde de letra escrita.Ver imagem

9. Sinal, figura ou símbolo usado na escrita.

10. [Artes gráficas]   [Artes gráficas]  Tipo de imprensa. = LETRA

11. Sinal de abreviatura.

12. [Medicina]   [Medicina]  Aspecto.


carácter recessivo
[Genética]   [Genética]  Carácter hereditário ou gene que se manifesta pela ausência do gene contrário, chamado dominante.

caracteres antropomórficos
Aqueles que são ornamentados com desenhos representando figuras humanas.

caracteres góticos
Aqueles que se empregaram nos primeiros ensaios tipográficos.

caracteres sexuais
Conjunto das manifestações anatómicas e fisiológicas determinadas pelo sexo. (Distinguem-se os caracteres sexuais primários [órgãos genitais] e os caracteres sexuais secundários [pilosidade (barba, etc.), adiposidade, voz], especiais de cada sexo.)

Plural: caracteres.Plural: caracteres.

Ver também dúvida linguística: singular de caracteres.

• Dupla grafia pelo Acordo Ortográfico de 1990: caráter ou carácter.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: carácter.


• Grafia no Brasil: caráter.

• Grafia em Portugal: carácter.
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Dúvidas linguísticas


Na seguinte frase Pessoas que utilizam o computador, a Internet, os famosos jogos virtuais, possuem um desempenho maior com relação às pessoas que não os utilizam, como poderia dividi-la em sujeito e predicado?
Na frase que menciona, a função sintáctica de sujeito é desempenhada pelo grupo nominal que contém uma frase (pessoas que utilizam o computador, a Internet, os famosos jogos virtuais) e a função sintáctica de predicado é desempenhada pelo verbo possuir e pelos constituintes que dele dependem (possuem um desempenho maior com relação às pessoas que não os utilizam).



Gostaria que me esclarecessem relativamente à utilização do infinitivo pessoal e do impessoal. Diz-se "Já tens idade para SER responsável." ou "Já tens idade para SERES responsável."? Outro exemplo, "Ele mandou-os FAZER o trabalho." ou "Ele mandou-os FAZEREM o trabalho."? Para finalizar, "Elas gostam de se MAQUILHAR." ou "Elas gostam de se MAQUILHAREM."?
Nos casos em análise, estamos perante o uso do infinitivo (flexionado/pessoal ou não flexionado/impessoal) em orações subordinadas infinitivas completivas, isto é, que servem de complemento a algum constituinte.

Em geral, costuma afirmar-se que o infinitivo pessoal ou flexionado deve ser utilizado quando na oração subordinada infinitiva há um sujeito diferente do sujeito da oração principal, mas esta indicação é apenas uma referência, pois em muitos casos trata-se de escolhas estilísticas, onde não há respostas peremptórias.

No primeiro caso ("Já tens idade para SER responsável. / Já tens idade para SERES responsável.") estamos perante uma completiva de nome, pois "para ser responsável" é complemento do substantivo "idade", sendo o sujeito de ambas as orações o mesmo ([tu]), embora não esteja expresso. Nesta construção, é possível encontrar quer o infinitivo não flexionado, quer o infinitivo flexionado (ex.: fizemos a promessa de voltar/voltarmos lá; estás com medo de estragar/estragares o trabalho feito).

No segundo caso ("Ele mandou-os FAZER o trabalho. / Ele mandou-os FAZEREM o trabalho.") estamos perante uma completiva que faz parte do complemento directo, pois "-os fazerem o trabalho" é complemento directo de "ele mandou". Nesta construção (ou em construções semelhantes), quando os sujeitos das duas orações são diferentes (ele / os) será mais frequente, e mais facilmente aceite pelos falantes, o infinitivo flexionado (ex.: via as crianças brincarem no parque; aconselhou os alunos a estudarem), mas o infinitivo não flexionado também é possível e aceite (ex.: via as crianças brincar no parque; aconselhou os alunos a estudar).

No terceiro caso ("Elas gostam de se MAQUILHAR. / Elas gostam de se MAQUILHAREM.") estamos perante uma completiva com função de complemento preposicionado. Nesta construção, e tendo os sujeitos das duas orações a mesma referência (elas gostam / [elas] maquilharem-se), parece ser mais frequente e mais aceite o uso do infinitivo não flexionado (ex.: obrigaram-se a respeitar o espaço um do outro; concordámos em falar sobre o assunto), mas o infinitivo flexionado também é possível (ex.: obrigaram-se a respeitarem o espaço um do outro; concordámos em falarmos sobre o assunto).

Sublinhe-se novamente que não se pode falar de regras categóricas relativamente a este tópico porque se trata de uma questão mais do campo da estilística do que do campo da gramática, tal como afirmam Celso Cunha e Lindley Cintra na sua Nova Gramática do Português Contemporâneo (14.ª ed., Edições Sá da Costa, Lisboa, 1998, p. 482): "O emprego das formas flexionada e não flexionada do infinitivo é uma das questões mais controvertidas da sintaxe portuguesa. Numerosas têm sido as regras propostas pelos gramáticos para orientar com precisão o uso selectivo das duas formas. Quase todas, porém, submetidas a um exame mais acurado, revelaram-se insuficientes ou irreais. Em verdade, os escritores das diversas fases da língua portuguesa nunca se pautaram, no caso, por exclusivas razões de ordem gramatical, mas viram-se sempre, no acto da escolha, influenciáveis por ponderáveis motivos de ordem estilística, tais como o ritmo da frase, a ênfase do enunciado, a clareza da expressão. Por tudo isso, parece-nos mais acertado falar não de regras, mas de tendências que se observam no emprego de uma e de outra forma do infinitivo.

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Palavra do dia

ra·iz·-for·te |a-i| ra·iz·-for·te |a-i|
nome feminino

[Botânica]   [Botânica]  Planta brassicácea (Armoracia rusticana) cujas raízes são usadas como condimento picante. = RÁBANO-PICANTE, SARAMAGO-MAIOR

Plural: raízes-fortes.Plural: raízes-fortes.
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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/car%C3%A1cter [consultado em 16-01-2021]