Dicionário Priberam Online de Português Contemporâneo
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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Palavra não encontrada. Sugerir a inclusão no dicionário da palavra pesquisada.
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Dúvidas linguísticas


Gostava de saber se a vossa ferramenta FLiP pode corrigir palavras com especificação de gênero, sugerindo palavras que não especificam gênero masculino ou feminino. Por exemplo, a correção de "menino" para "menine", para ser neutro.
O FLiP (Ferramentas para a Língua Portuguesa) oferece verificação e sugestões de correcção em casos de concordâncias de género, número e pessoa. No entanto, no caso especificado não se trata de um erro de concordância, mas de uma tomada de posição sociopolítica que, por opção individual, se reflecte linguisticamente, e que os correctores ortográficos, sintácticos e estilísticos não incorporam por não se tratar de prática generalizada pelos falantes e escreventes do português nem estar consignada pelos instrumentos legais que dispõem sobre a ortografia da língua portuguesa.
Adicionalmente, deve referir-se que, em português, o género gramatical não corresponde sempre ao sexo da entidade referente. Além disso, a língua portuguesa, tal como é usada pelos falantes e descrita pelas gramáticas, não tem género neutro, sendo o género em português uma categoria morfossintáctica dos nomes que admite apenas dois valores (feminino e masculino).

Em geral, quando associado a um nome animado, o género aplica-se a entidades de sexo masculino ou feminino, mas a oposição de género masculino/feminino não se limita a esta distinção, havendo, principalmente nos nomes inanimados, convenções linguísticas que não têm nenhum referente relacionado com o sexo (ex.: o frasco , a garrafa). Para além disso, os nomes epicenos (ex.: elefante [fêmea/macho]) e os nomes sobrecomuns (ex.: o cônjuge; a vítima), apesar de terem um valor único de género, podem designar entidades de sexo feminino ou masculino.
Os nomes de dois géneros (ou nomes comuns de dois), quando a mesma forma se pode aplicar ao género feminino e ao masculino, são ambíguos quanto ao género, mas o contexto sintáctico geralmente resolve essa ambiguidade (ex.: a/o estudante aplicada/o). A oposição de género reflecte-se ainda na referência ou substituição por um pronome, na concordância com modificadores (adjectivos, por exemplo) ou na presença de sufixos ou desinências.

A alteração de menino ou menina para *menine, *meninx, *menin@ ou outro tipo de soluções gráficas sem marcação de género não seria propriamente uma correcção, pois do ponto de vista ortográfico essas seriam consideradas formas erradas, uma vez que a ortografia é a parte da língua mais convencional e a única sujeita a textos legais. A alteração para desinências sem marcação explícita de género é uma opção individual do utilizador da língua, que o corrector automático não pode aplicar à generalidade dos usuários nas frases típicas alvo de correcção.




Sou um estudante do ensino secundário e a minha intenção, ao enviar-vos este pedido de ajuda, prende-se com um trabalho de casa indicado pela professora: em que entrada do dicionário devo procurar o sentido de dramatizarias, dramaturga e fazer um drama?
Não sendo nossa intenção substituir-nos ao esforço e empenhamento que deve implicar um trabalho de casa, podemos dizer-lhe que os dicionários têm como entrada as palavras não flexionadas (isto é, o masculino singular, no caso de nomes e adjectivos, e o infinitivo, no caso de verbos). Nos exemplos referidos, deverá procurar o masculino singular de dramaturga (que é uma forma do feminino singular de um substantivo) e o infinitivo de dramatizarias (que é uma forma verbal no condicional ou futuro do pretérito).

No caso da locução fazer um drama, é variável o local onde pode estar a definição: alguns dicionários têm como critério a definição na primeira palavra (que neste caso seria fazer), outros preferem definir no primeiro substantivo (que neste caso seria drama). É de referir também que há muitos dicionários que (quase) não dão definições para locuções, pelo que por vezes é difícil encontrá-las (neste caso, nos dicionários portugueses consultados, esta locução foi encontrada apenas no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências/Verbo, e na edição portuguesa do Dicionário Houaiss, do Círculo de Leitores).

Em relação às siglas, o caso é semelhante ao anterior, isto é, depende dos critérios adoptados pelo dicionário. Alguns dicionários nem dão entrada às siglas, outros colocam-nas em anexos. No entanto, as siglas comportam-se frequentemente como substantivos, pelo que alguns dicionários as classificam como substantivos (é o caso, por exemplo, do referido Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea).

Em qualquer um dos casos, o utilizador de um dicionário deve, nas primeiras vezes que o consulta, e enquanto não se sentir familiarizado com ele, procurar as indicações dadas pelos autores/editores sobre a forma de consulta aconselhada (que varia consoante o tipo de dicionário e os respectivos critérios).

No caso do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, aconselha-se a leitura da secção "Como consultar".

Palavra do dia

vi·trí·o·lo vi·trí·o·lo


(latim tardio vitriolum, do latim vitrum, -i, vidro)
nome masculino

[Antigo]   [Antigo]   [Química]   [Química]  Nome vulgar do ácido sulfúrico e de alguns sulfatos.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/am%C3%AF%C2%BF%C2%BD%C3%AF%C2%BF%C2%BDndoa [consultado em 26-09-2022]