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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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Pesquisa por "poetas" nas definições

alcaico | adj.
    Designativo do verso grego de quatro pés e uma cesura, inventado pelo poeta Alceu, e da estrofe de quatro versos, em que são alcaicos os dois primeiros....

cíclico | adj.
    Diz-se dos poetas que cantaram os tempos fabulosos da Grécia e também das suas produções....

dantesco | adj.
    Relativo a Dante Alighieri (1265-1321), poeta italiano, ou à sua obra....

filintino | adj.
    Relativo a Filinto Elísio (1734-1819), poeta português, à sua obra ou ao seu estilo....

gongórico | adj.
    Relativo a Luís de Gôngora ou Luis de Góngora y Argote (1561-1627), poeta espanhol....

gongorizar | v. tr. | v. intr.
    Dar feição gongórica a....

ovidiano | adj.
    Relativo ao poeta Ovídio ou aos seus versos....

poetar | v. tr. | v. intr.
    Cantar em verso....

poetizar | v. tr. e pron. | v. tr. | v. intr.
    Dar ou adquirir forma poética....

provençalesco | adj.
    Relativo à poesia ou aos poetas provençais....

quiçá | adv.
    Talvez (ex.: ele é quiçá o maior poeta vivo)....

sáfico | adj.
    Relativo a Safo, poetisa grega....

sofocliano | adj.
    Relativo ao poeta grego Sófocles....

sugestionar | v. tr. e pron. | v. tr.
    Produzir sugestão ou ser influenciado por sugestão (ex.: é provável que a notícia sugestione alguns jovens; sugestionou-se com o último livro do poeta)....

tolentiniano | adj.
    Relativo ao poeta Nicolau Tolentino (1740-1811) ou semelhante às suas poesias....

filintiano | adj.
    Relativo a Filinto Elísio (1734-1819), poeta português, à sua obra ou ao seu estilo....

alma mater | loc.
    Expressão empregada muitas vezes pelos poetas latinos para designar a pátria, hoje usada especialmente para designar universidade ou instituição que formou intelectualmente alguém....

bis repetita placent | loc.
    Aforismo inspirado num verso de Horácio (Haec decies repetita placebit), em que o poeta diz que esta ou aquela obra só agradará uma vez, ao passo que outra, dez vezes repetida, agradará sempre....

Dúvidas linguísticas


Na frase «O sentinela era um jovem soldado sem nome.» está correctamente aplicado o artigo definido masculino singular «O», ou deverá antes aplicar-se o artigo definido feminino «A» precedendo o nome «sentinela»? Em diferentes textos, surgem as duas diferentes formas, o que me levou a aperceber-me de uma vacilação de género; qual a preferível? E em relação a «ordenança» (enquanto soldado)?
A palavra sentinela designa, numa das suas acepções, o soldado ou, em contextos civis, a pessoa encarregada de efectuar a vigilância. Apesar de poder designar uma pessoa de sexo masculino, esta palavra surge nos dicionários como substantivo sobrecomum, registada apenas com o género feminino, à semelhança de outras palavras como criança ou pessoa. Por este motivo, será aconselhável a frase "A sentinela era um jovem soldado sem nome."

Apesar de o caso de ordenança poder parecer semelhante, o registo em dicionários confere-lhe habitualmente classificação lexical de substantivo de dois géneros, o que faz com que seja possível "O ordenança era um jovem soldado sem nome."

Esta questão varia consoante algumas especificidades lexicais de cada palavra, mas também consoante as actualizações lexicográficas feitas pelos dicionários a partir dos usos linguísticos ou de alterações sociais, culturais ou tecnológicas. O caso é porventura um pouco diferente, mas veja-se, a título de exemplo, a palavra segurança, que passou a ter, nas últimas décadas, uma acepção de substantivo de dois géneros.




Agradecia que me dessem a vossa opinião quanto à classificação sintáctica da oração e não sei quem é que se encontra nos seguintes versos pessoanos: "É curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e não sei quem é, atrai-me só por essa luz visitada de longe".
De acordo com o espólio do heterónimo pessoano Alberto Caeiro, disponibilizado on-line pela Biblioteca Nacional, o verso do poema "É noite" é ligeiramente diferente: "É curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é, // Atrai-me só por essa luz visitada de longe". Na expressão e que não sei quem é estão contidas duas orações: a primeira é uma oração subordinante (e que não sei) cujo verbo (saber) necessita de um complemento directo obrigatório que corresponde à segunda oração (quem é), que pode ser classificada como subordinada substantiva completiva.

A frase é complexa e a oração subordinante (e que não sei) deste pequeno excerto da frase, no âmbito dos versos transcritos (É curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é, atrai-me só por essa luz visitada de longe), é também uma oração subordinada relativa restritiva coordenada a outra da mesma natureza.

Para clarificar a divisão de orações, procedemos em seguida à classificação de todas as orações contidas nos dois versos de Alberto Caeiro e respectivas funções sintácticas (é de sublinhar que uma oração subordinada pode conter várias orações e dentro dela pode haver uma oração subordinante em relação às que dela dependem):
1. [É curioso] oração subordinante.
2. [que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é, atrai-me só por essa luz visitada de longe] oração subordinada completiva com função de sujeito (este sujeito frásico não é muito evidente, mas pode ser testado com a concordância verbal; ex.: isso é curioso; essas coisas são curiosas).

2.1 [que toda a vida do indivíduo atrai-me só por essa luz visitada de longe] oração subordinante (relativamente às orações que dela dependem).
2.1.1 [que ali mora] oração subordinada relativa restritiva (isto é, fornece informação que restringe o antecedente indivíduo).
2.1.2 [e que não sei quem é] oração subordinada relativa explicativa (isto é, fornece informação adicional sobre o antecedente indivíduo) coordenada à oração relativa restritiva.
2.1.2.1 [e que não sei] oração subordinante (relativamente à oração que dela depende).
2.1.2.2 [quem é] oração subordinada completiva com função de complemento directo.

Palavra do dia

ul·tra·con·ge·la·ção ul·tra·con·ge·la·ção


(ultra- + congelação)
nome feminino

Processo de congelação a uma temperatura muito baixa, geralmente inferior a 40 graus negativos, e num curto período de tempo, para melhor conservar características físicas e químicas (ex.: ultracongelação do pescado).

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/Pesquisar/poetas [consultado em 22-09-2021]