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Dúvidas linguísticas


É com espanto que vejo que na conjugação do verbo haver aparecer a forma houveram. Sempre aprendi que a 3.ª pessoa do plural do pretérito perfeito não existe. Podem-me explicar se é moda nova?!
A flexão do verbo haver varia consoante o seu emprego. Assim, quando este é empregue como verbo principal, com os sentidos de “existir” (em 1.a), de "ter decorrido" (em 2.a) e de “acontecer” (em 3.a), ele é impessoal, i.e., utiliza-se apenas na 3.ª pessoa do singular. Daí a má formação das frases 1.b), 2.b) e 3.b), assinaladas com asterisco (*):

1. a) Houve muitos deputados investigados.
b) * Houveram muitos deputados investigados.

2. a) Havia duas horas que estava à espera.
b) * Haviam duas horas que estava à espera.

3. a) Na semana passada houve muitos acidentes.
b) * Na semana passada houveram muitos acidentes.

Quando é empregue como verbo principal com outros sentidos que não os de "existir", "ter decorrido" ou "acontecer", é flexionado em todas as pessoas:

4. a) Os organizadores do colóquio houveram por bem encomendar uma sondagem. [achar, considerar]
b) E que bem se houveram os portugueses no confronto! [avir-se]

O verbo haver emprega-se ainda como auxiliar em tempos compostos, sendo também flexionado em todas as pessoas:

5. As encomendas haviam sido entregues.

Como se pode ver pelas frases 4-5, a 3.ª pessoa do plural do pretérito perfeito do verbo haver existe, pelo que o conjugador deve incluí-la, não podendo é ser utilizada nos casos em que o verbo é impessoal.




Uma professora minha disse que nunca se podia colocar uma vírgula entre o sujeito e o verbo. É verdade?
Sobre o uso da vírgula em geral, por favor consulte a dúvida vírgula antes da conjunção e. Especificamente sobre a questão colocada, de facto, a indicação de que não se pode colocar uma vírgula entre o sujeito e o verbo é verdadeira. O uso da vírgula, como o da pontuação em geral, é complexo, pois está intimamente ligado à decomposição sintáctica, lógica e discursiva das frases. Do ponto de vista lógico e sintáctico, não há qualquer motivo para separar o sujeito do seu predicado (ex.: *o rapaz [SUJEITO], comeu [PREDICADO]; *as pessoas que estiveram na exposição [SUJEITO], gostaram muito [PREDICADO]; o asterisco indica agramaticalidade). Da mesma forma, o verbo não deverá ser separado dos complementos obrigatórios que selecciona (ex.: *a casa é [Verbo], bonita [PREDICATIVO DO SUJEITO]; *o rapaz comeu [Verbo], bolachas e biscoitos [COMPLEMENTO DIRECTO]; *as pessoas gostaram [Verbo], da exposição [COMPLEMENTO INDIRECTO]; *as crianças ficaram [Verbo], no parque [COMPLEMENTO ADVERBIAL OBRIGATÓRIO]). Pela mesma lógica, o mesmo se aplica aos complementos seleccionados por substantivos (ex. * foi a casa, dos avós), por adjectivos (ex.: *estava impaciente, por sair) ou por advérbios (*lava as mãos antes, das refeições), que não deverão ser separados por vírgula da palavra que os selecciona.

Há, no entanto, alguns contextos em que pode haver entre o sujeito e o verbo uma estrutura sintáctica separada por vírgulas, mas apenas no caso de essa estrutura poder ser isolada por uma vírgula no início e no fim. Estes são normalmente os casos de adjuntos nominais (ex.: o rapaz, menino muito magro, comeu muito), adjuntos adverbiais (ex.: o rapaz, como habitualmente, comeu muito), orações subordinadas adverbiais (ex.: as pessoas que estiveram na exposição, apesar das más condições, gostaram muito), orações subordinadas relativas explicativas (ex.: o rapaz, que até não tinha fome, comeu muito).

Palavra do dia

ar·ven·se ar·ven·se


(latim arvensis, -e)
adjectivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros

1. Que cresce em terras cultivadas (ex.: espécie arvense).

2. Que produz grão ou forragem (ex.: cultura arvense; produções arvenses).

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/Kotzen [consultado em 01-07-2022]