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Pesquisa por "enfrestado" nas definições

enfrestado | adj.
    Ralo; distante uns dos outros....

Dúvidas linguísticas


Será que os senhores poderiam explicar porque no português europeu a locução verbal haver de + infinitivo não traz hífen (havemos de ...)?
No português europeu, por convenção e conforme o disposto na Base XXXI do Acordo Ortográfico de 1945, o verbo haver só deve ser ligado por hífen à preposição de nas suas formas monossilábicas, isto é, nas formas que têm apenas uma sílaba (hei-de, hás-de, há-de, hão-de). As restantes formas (em que se inclui havemos) não deverão ser ligadas por hífen.

Esta situação altera-se apenas com a entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990, pois a Base XVII prevê a eliminação do hífen nas formas monossilábicas do verbo haver seguidas da preposição de (hei de, hás de, há de, hão de).




O que é o ataque da sílaba referido na nova nomenclatura linguística portuguesa?
O ataque, a par da rima, é um constituinte da sílaba.

O ataque pode corresponder à parte inicial da sílaba, e é constituído por uma (ataque simples) ou mais consoantes fonéticas (ataque ramificado). Todos os sons consonânticos do português podem ocorrer num ataque simples (ex.: aro [ru], bê [‘be], carro [Ru], cedo [‘se], chá [‘1a], com [‘kõ], cunhada [‘Va], do [du], fá [‘fa], goma [‘go], já [‘[a], lho [Yu], luva [‘lu], má [má], nome [‘no], pá [‘pa], ti [‘ti], vê [‘ve], zê [‘ze]), excepto /l/ velar e /d/ e /g/ fricativos. Num ataque ramificado, a primeira posição pode ser ocupada pelos sons [p], [t], [k], [b], [d], [g], [f] e [v] e a segunda posição pode ser ocupada pelos sons [l] e [r] (ex.: prato ['pra], trigo ['tri], claro ['kla], braço [‘bra], Pedro [dru], glauco ['glaw], fluvial [flu], nevrite ['vri]). O ataque pode no entanto não estar preenchido (como nos exemplos água ['agwA], dia ['dia], onda ['õdA] ou unha [‘uVA], em que a sílaba destacada não tem ataque), sendo por isso considerado um constituinte não obrigatório da sílaba.

A rima tem de estar sempre preenchida, pelo que é considerada um constituinte obrigatório da sílaba. A rima pode ser constituída por um núcleo e por uma coda. O núcleo é obrigatório, e corresponde sempre a uma vogal (ex.: fado ['fadu], mal ['maÏ]) ou a um ditongo (ex.: mais ['maj1], põe [‘põj]). A coda está sempre à direita do núcleo e pode estar preenchida (ex.: mal ['maÏ]), mais ['maj1]) ou não (ex.: fado ['fadu], põe [‘põj]). Podem estar em posição de coda as consoantes [I], [r], [1] e [[] (ex.: alto ['aÏtu], parti [par'ti], cesto ['se1tu], mesmo [‘me[mu]).

A Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário (2004, Ministério da Educação - Departamento do Ensino Secundário, versão 1.0) está disponível para descarregamento no sítio da Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação e pode auxiliar a investigação imprescindível aos docentes e ajuda ao esclarecimento de dúvidas como aquela que agora nos colocou.

Palavra do dia

ver·di·ze·la |zé|ver·di·ze·la |zé|


(verde + -i- + -z- + -ela)
nome feminino

1. Vara flexível ou pau com que se arma a boiz ou outra armadilha para pássaros.

2. [Botânica]   [Botânica]  Planta herbácea (Convolvulus arvensis) da família das convolvuláceas, de folhas alternas oblongas e flores solitárias brancas ou rosadas. = CONVÓLVULO, CORRIOLA, VERDEZELHA

3. [Ornitologia]   [Ornitologia]  Ave pernalta (Vanellus vanellus) de arribação, da família dos caradriídeos, de dorso esverdeado, abdómen e peito brancos, manchas brancas faciais e penacho comprido. = ABIBE

nome masculino

4. [Regionalismo]   [Regionalismo]  Rapaz alto e magro ou fraco.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/pesquisar/enfrestado [consultado em 25-05-2022]