Gostaria de saber o significado da palavra loadeando.
A forma loadeando corresponde a uma tentativa de adaptação do inglês loading (gerúndio do verbo to load, que significa “carregar”) à flexão do gerúndio de um verbo regular do português (que seria hipoteticamente o verbo *loadear). O termo inglês loading é muito comum na gíria
tecnológica, sobretudo em aplicações e produtos informáticos de língua inglesa,
indicando que o programa está a ser carregado na memória antes de ser executado.
A tradução de loading para carregando ou a carregar seria
uma adaptação mais conforme ao português. Alguns dicionários de língua
portuguesa contemporânea, como o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa ou o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa
(edição brasileira da Editora Objetiva, 2001; edição portuguesa do Círculo de
Leitores, 2002), registam já esta nova acepção de carregar.
Sobre a divisão silábica, por favor consulte a resposta divisão silábica e translineação.
Especificamente sobre a divisão para translineação da palavra planície, e por ser este tipo de divisão silábica abrangido pelos textos legais que regulam a ortografia do português,
trata-se de um dos poucos casos em que há diferenças entre as normas europeia e
brasileira do português (antes da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990).
Assim, esta palavra poderá ser dividida como
pla-ní-ci-e, segundo o disposto no
Acordo Ortográfico de 1945 para a
norma europeia do português (cf. base XLVIII, “4.°
As vogais consecutivas que não pertencem a ditongos decrescentes [...] podem, se a primeira delas não é u precedido
de g ou q, e mesmo que sejam iguais, separar-se na escrita:
ala-||úde, áre-||as, ca-||apeba, co-||ordenar, do-||er, flu-||idez,
perdo-||as, vo-||os.
O mesmo se aplica aos casos de contiguidade de ditongos, iguais ou diferentes,
ou de ditongos e vogais: cai-||ais,
cai-||eis, ensai-||os, flu-||iu.”).
Para a norma brasileira, e segundo o do
Formulário
Ortográfico de 1943, esta palavra poderá ser dividida como pla-ní-cie (cf. grupo XV, “7ª - Não se separam
as vogais dos ditongos - crescentes e decrescentes - nem as dos tritongos:
ai-ro-so, a-ni-mais, au-ro-ra, a-ve-ri-güeis, ca-iu, cru-éis, en-jei-tar,
fo-ga-réu, fu-giu, gló-ria, guai-ar, i-guais, ja-mais, jói-as, ó-dio, quais,
sá-bio, sa-guão, sa-guões, su-bor-nou, ta-fuis, vá-rios, etc. ”).
O
Acordo Ortográfico de 1990, uma vez em vigor, acaba com esta diferença entre as duas normas, estabalecendo que se podem dividir para translineação as vogais que pertencem a ditongos crescentes neste contexto (cf.
Base XX, 4.º, com a mesma redacção do texto de 1945: "As vogais consecutivas que não pertencem a ditongos decrescentes (...) podem, se a primeira delas não é u precedido de g ou q, e mesmo que sejam iguais, separar-se na escrita: ala- úde, áre- as, ca- apeba, co- or- denar, do-er, flu- idez, perdo- as, vo-os. O mesmo se aplica aos casos de contiguidade de ditongos, iguais ou diferentes, ou de ditongos e vogais: cai- ais, cai- eis, ensai- os, flu- iu.").