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maquia

A forma maquiapode ser [segunda pessoa singular do imperativo de maquiarmaquiar], [terceira pessoa singular do presente do indicativo de maquiarmaquiar] ou [nome feminino].

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maquiamaquia
( ma·qui·a

ma·qui·a

)


nome feminino

1. [Antigo] [Antigo] Medida de capacidade equivalente a 2/16 do alqueire.

2. Parte da moenda que os moleiros e lagareiros tomam para si como paga do seu trabalho.

3. Porção ou dose de qualquer coisa.

4. [Figurado] [Figurado] Quantidade de dinheiro.

5. Reserva de dinheiro. = PECÚLIO, PÉ-DE-MEIA

6. Ganho, lucro.

8. [Regionalismo] [Regionalismo] Tareia, sova, surra.

etimologiaOrigem etimológica:árabe maquila.
maquiar1maquiar1
( ma·qui·ar

ma·qui·ar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo intransitivo

1. Cobrar a maquia.


verbo transitivo

2. Medir com maquia.

3. Deduzir como maquia. = DESFALCAR

etimologiaOrigem etimológica:maquia + -ar.
maquiar2maquiar2
( ma·qui·ar

ma·qui·ar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo e pronominal

1. [Brasil] [Brasil] Aplicar cosméticos e pinturas na pele, geralmente para embelezar, para disfarçar ou ocultar defeitos ou ainda para caracterização em espectáculos.

2. [Brasil] [Brasil] Alterar superficialmente o aspecto de algo.

sinonimo ou antonimoSinónimoSinônimo geral: MAQUILAR

etimologiaOrigem etimológica:francês maquiller.
Nota: Equivalente no português de Portugal: maquilhar.


Dúvidas linguísticas



Quando posso utilizar o apóstrofo na língua portuguesa? Posso utilizá-lo como na língua italiana?
O uso do apóstrofo está definido nos textos legais que regulam a ortografia portuguesa, nomeadamente nas bases XXXIII a XXXVIII do Acordo Ortográfico de 1945 ou na Base XVIII do Acordo Ortográfico de 1990. Refira-se que o novo acordo ortográfico não altera nada no uso do apóstrofo.

Segundo esses textos legais, o apóstrofo usa-se nos seguintes casos:
a) numa contracção em que um elemento pertence a um conjunto vocabular distinto (ex.: n'Os Lusíadas) ou em que se quer dar destaque com maiúscula a um elemento (ex.: acredito n'Ele);
b) na ligação das palavras santo ou santa (ex.: Sant'Ana) a alguns antropónimos e na ligação de alguns antropónimos (ex.: Nun'Álvares);
c) na elisão da vogal -e da preposição de em algumas palavras compostas, na maioria das vezes com a palavra água (ex.: copo-d'água, lobo-d'alsácia, mãe-d'água, pau-d'arco, queda-d'água, vinha-d'alhos).




Tenho uma dúvida sobre o uso do acento grave (chamamos de crase aqui no Brasil). Um amigo me disse que pode-se escrever à favor, alegando que é opcional o uso da crase em locuções adverbiais. Ele está correto?
A crase à é uma contracção da preposição a com o artigo definido feminino a. Para haver o uso desta crase, é necessário que haja um substantivo feminino a seguir que justifique o uso do artigo definido feminino (ex.: estava à frente = estava a[PREP]+a[ART] frente; foi à caça = foi a[PREP]+a[ART] caça). Não poderá usar a crase numa expressão como a favor, pois favor é um substantivo masculino e nunca poderia ser antecedido do artigo definido feminino a. Em alguns casos poderá haver uso de crase antes de substantivos masculinos, mas apenas em situações muito específicas, em que se pode subentender locuções como moda de ou maneira de (ex.: coelho à [maneira do] caçador).
Sobre este assunto, poderá também consultar outras respostas em regência verbal e nominal, graças a deus e crase em intervalo temporal.