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Palavra não encontrada. Sugerir a inclusão no dicionário da palavra pesquisada.
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Dúvidas linguísticas


No âmbito do meu trabalho surgiu-me uma dúvida na aplicação do Novo Acordo Ortográfico. Agradecia que me ajudassem. Segundo as regras a palavra “Egipto” deveria manter-se como tal pois o “p” sempre se leu, correto? A minha dúvida é que há vários meios de comunicação a falar “Egito” mas depois mantêm palavras com “Egípcios”, etc. Outra possibilidade é que na palavra em questão seja aceite a dupla grafia, mas mesmo assim seria o mais correto mantermos o “Egipto”, não?
A alínea b) do ponto 1.º da Base IV do Acordo Ortográfico de 1990 refere explicitamente o topónimo Egipto como uma das palavras em que o p se elimina porque “o c, com valor de oclusiva velar, das sequências interiores cc (segundo c com valor de sibilante), e ct, e o p das sequências interiores pc (c com valor de sibilante), e pt” se eliminam “nos casos em que são invariavelmente mudos nas pronúncias cultas da língua: ação, acionar, afetivo, aflição, aflito, ato, coleção, coletivo, direção, diretor, exato, objeção; adoção, adotar, batizar, Egito, ótimo” (o destaque é nosso).

Assim sendo, Egipto deverá passar a ser grafado Egito, porque o Acordo Ortográfico considera que o p dessa palavra nunca se pronuncia, ainda que seja notória a oscilação entre a pronúncia e o emudecimento dessa letra entre os falantes do português europeu. Uma vez que o p de egípcio e das suas flexões (egípcios, egípcia, egípcias) é sempre pronunciado, nestes casos não há alteração de grafia, ainda que possa parecer que se institui uma contradição entre a grafia do nome do país (Egito) e a do seu gentílico (egípcio).

A "Nota Explicativa" (ponto 4.3 – Incongruências aparentes) relativa à Base IV tenta justificar a divergência ortográfica entre estas palavras, afirmando que “a aplicação do princípio, baseado no critério da pronúncia, de que as consoantes c e p em certas sequências consonânticas se suprimem, quando não articuladas, conduz a algumas incongruências aparentes [...] De facto, baseando-se a conservação ou supressão daquelas consoantes no critério da pronúncia, o que não faria sentido era mantê-las, em certos casos, por razões de parentesco lexical”.




Depois de ter consultado várias gramáticas, prontuários e dicionários, não consigo tirar duas dúvidas de conjugações verbais:
1ª - Está correcto escrever-se "Já passava das duas da manhã quando aquele grupo de jovens se encontraram perto do restaurante."?
2ª - Está correcto escrever-se "Eles representam diversas correntes de opinião e devem exprimirem-se com liberdade."?
Não me soa bem e como vem escrito num local que eu pensava estar acima de qualquer suspeita, precisava "desesperadamente"; que me tirassem estas duas dúvidas.

Na frase Já passava das duas da manhã quando aquele grupo de jovens se encontraram perto do restaurante existe uma locução (aquele grupo de jovens) que corresponde a um sujeito da oração subordinada (quando aquele grupo de jovens se encontraram perto do restaurante) com uma estrutura complexa. Nesta locução, o núcleo do sintagma é grupo, e é com este substantivo que deve concordar o verbo encontrar. Desta forma, a frase correcta seria Já passava das duas da manhã quando aquele grupo de jovens se encontrou perto do restaurante.

Na frase Eles representam diversas correntes de opinião e devem exprimirem-se com liberdade há o uso incorrecto de um infinitivo pessoal (forma flexionada do infinitivo, ex.: exprimirem-se). O infinitivo pessoal de uma oração infinitiva completiva carece de sujeito próprio diferente do da oração principal (por exemplo na frase: A mãe pediu para eles não correrem no jardim, o sujeito da oração principal é A mãe e o sujeito da oração infinitiva completiva é eles). Em estruturas construídas com verbo auxiliar ou semiauxilar e verbo principal (ex. devem exprimir-se) deve ser utilizado o infinitivo impessoal (forma não flexionada, ex.: exprimir), pois essas estruturas correspondem apenas a uma oração com um só sujeito (eles devem exprimir-se) e a flexão verbal já está no verbo auxiliar ou semiauxiliar (devem). É este o caso da frase que nos colocou como dúvida, logo, a frase correcta será Eles representam diversas correntes de opinião e devem exprimir-se com liberdade. Abaixo encontram-se dois outros exemplos de estruturas semelhantes:

Em vez de: *Os bandidos que assaltaram o banco começaram a correrem.

Escreva-se: Os bandidos que assaltaram o banco começaram a correr.

Em vez de: *Há a possibilidade de as pessoas poderem copiarem os programas.

Escreva-se: Há a possibilidade de as pessoas poderem copiar os programas.


Palavra do dia

ja·ca·çu ja·ca·çu


(de origem tupi)
nome masculino

[Brasil]   [Brasil]   [Ornitologia]   [Ornitologia]  Ave columbiforme (Patagioenas picazuro) da família dos columbídeos, encontrada na América do Sul. = POMBA-ASA-BRANCA

Confrontar: jacuaçu.
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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/esfec%C3%AF%C2%BF%C2%BD%C3%AF%C2%BF%C2%BDdeo [consultado em 11-08-2022]