Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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Skrati

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Eráti
Cortai (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico e norma brasileira)
Sartai (norma brasileira)
Sorai (norma brasileira)
Sorrate (norma brasileira)
Surtai (norma brasileira)

Caso a palavra que procura não seja nenhuma das apresentadas acima, sugira-nos a sua inclusão no dicionário.
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Dúvidas linguísticas


Tenho uma dúvida relativamente ao novo acordo ortográfico. Será que alguém me pode explicar de forma convincente porque é que a palavra "pára" (3ª pess. sing. pres. ind. de parar e 2ª pess. sing. imp. de parar) terá a sua grafia alterada para "para"?
Não bastavam já todos os outros exemplos na língua portuguesa em que diferentes palavras têm a mesma grafia, mudando a sua pronúncia para alterar o significado? A final o novo acordo ortográfico serve para simplificar ou para complicar?
Não quero dizer que muitas das coisas do novo ortográfico não fazem sentido, por muito que nos custe alterar a forma como nos ensinaram a ler e a escrever, mas é por causa destes exemplos, no meu ver, completamente estúpidos, que o novo acordo perde credibilidade e fará com que muita gente se recuse a aplicá-lo.
Como deverá ser do seu conhecimento, a Priberam, sendo uma empresa privada, não teve qualquer intervenção ou influência na redacção, aprovação e/ou aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, limitando-se apenas a adaptar os seus produtos de cariz linguístico a um acordo com valor legislativo e a divulgar as novas regras por ele estipuladas, permitindo assim aos utilizadores da língua portuguesa e dos produtos e serviços da Priberam uma familiarização gradual com a nova grafia. É de referir que a Priberam tem feito uma análise crítica do texto legal e dos problemas colocados na sua aplicação efectiva, como poderá verificar na secção Acordo Ortográfico em www.flip.pt.

A ortografia é um conjunto de regras convencionadas; como tal, é artificial e muitas vezes com motivações pouco claras para o utilizador.

No caso específico da alteração de pára que passa a para, (cf. Base IX, 9.º), o texto da “Nota Explicativa” (no ponto 5.4.1) que se segue ao texto do Acordo Ortográfico, pretende justificar esta alteração da seguinte forma:
“a) Em primeiro lugar, por coerência com a abolição do acento gráfico já consagrada pelo Acordo de 1945, em Portugal, e pela Lei n.º 5765, de 18 de Dezembro de 1971, no Brasil, em casos semelhantes, como, por exemplo: acerto (ê), substantivo, e acerto (é), flexão de acertar; acordo (ô), substantivo, e acordo (ó), flexão de acordar; cor (ô), substantivo, e cor (ó), elemento da locução de cor; sede (ê) e sede (é), ambos substantivos; etc.;
b) Em segundo lugar, porque, tratando-se de pares cujos elementos pertencem a classes gramaticais diferentes, o contexto sintáctico permite distinguir claramente tais homógrafas.”

É de referir que esta opção parece ser inconsistente com o estipulado no n.º 3 da Base VIII para o caso do verbo pôr e da preposição por: "3.º Prescinde-se de acento gráfico para distinguir palavras oxítonas homógrafas, mas heterofónicas/heterofônicas, do tipo de cor (ô), substantivo, e cor (ó), elemento da locução de cor; colher (ê), verbo, e colher (é), substantivo. Excetua-se a forma verbal pôr, para a distinguir da preposição por." Repare-se como o critério que é válido para pôr/por não parece ser suficiente no caso de pára/para, o que é revelador de falta de sistematicidade.

Por outro lado ainda, este Acordo Ortográfico de 1990 admite, na Base IX, 6.º b), a grafia fôrma, a par de forma, apesar de se tratar da reinserção de uma grafia que já fora abolida quer no português europeu, quer no português do Brasil, e de contrariar, de alguma forma, o disposto na mesma base, ponto 10.º.




A palavra Pêra do nome de localidades como Castanheira de Pêra perde o acento com o novo Acordo Ortográfico?
Na "Base XXI" do Acordo Ortográfico de 1990 (assim como estava na Base L do Acordo Ortográfico de 1945), está salvaguardado que os antropónimos e nomes comerciais poderão manter a ortografia de como foram registados, afirmando-se: "Para ressalva de direitos, cada qual poderá manter a escrita que, por costume ou registo legal, adote na assinatura do seu nome.
Com o mesmo fim, pode manter-se a grafia original de quaisquer firmas comerciais, nomes de sociedades, marcas e títulos que estejam inscritos em registo público."

Não há, como se vê, qualquer excepção relativa aos topónimos, podendo então afirmar-se que os nomes próprios de lugares sofrem as alterações ortográficas preconizadas pelo texto legal. Assim, um topónimo como Castanheira de Pêra, deverá, segundo a "Base IX", ponto 9.º, passar a grafar-se Castanheira de Pera. Da mesma forma, e segundo o mesmo ponto da mesma base, o topónimo Côa deverá passar a grafar-se Coa; Tróia, segundo o ponto 3.º dessa "Base IX", deverá passar a grafar-se Troia (aliás, neste ponto, o topónimo Azoia faz parte dos exemplos do texto legal). Também a "Base IV" poderá alterar alguns topónimos, como é o caso de Egipto passar a grafar-se Egito (este é também um exemplo usado no ponto 1.º, alínea b) desta base do texto legal).

Se as alterações ortográficas em geral provocam reacções apaixonadas, as alterações em topónimos e gentílicos provocam-nas ainda mais. Se para a população do Egipto deverá ser indiferente que o topónimo se escreva em português com ou sem p, é provável que haja mais resistências da parte dos naturais ou habitantes dos topónimos portugueses ou brasileiros cuja ortografia sofre alteração.
No entanto, para relativizarmos esta questão, será útil atentar, por exemplo, ao caso de reacções de alguns naturais ou habitantes do estado brasileiro do Acre em relação à grafia do gentílico acriano e não acreano (cf. "Base V", 2.º, alínea c). Esta indicação de escrever com i e não com e os derivados em que entram os sufixos -iano e -iense não estava prevista no Formulário Ortográfico de 1943, que regulava a ortografia brasileira (daí a reacção de alguns habitantes do Acre), mas estava no texto de 1945 (que é o documento legal que regula a ortografia da norma portuguesa anterior ao Acordo de 1990), que fez com que, por exemplo, o gentílico açoriano passasse a ser a única forma correcta, em detrimento da forma açoreano, apesar de ser possível encontrar ainda as grafias açoreano e açoreana, nomeadamente em textos antigos e em nomes comerciais.

Por contraponto a esta relativização, refira-se ainda a grafia do topónimo Bahia na norma brasileira do português (Baía na norma portuguesa, o que institui mais uma divergência ortográfica que se mantém mesmo após a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990), que constitui uma excepção a todas as indicações ortográficas portuguesas e brasileiras anteriores ou posteriores ao Acordo de 1990 para o uso do h, mas que ainda assim se consagrou no português do Brasil.

Palavra do dia

i·li·çar i·li·çar


(latim illicio, -ere, atrair, seduzir, fazer cair em armadilha, convocar)
verbo transitivo

[Pouco usado]   [Pouco usado]  Dispor, como sendo seus, de bens que não lhe pertencem. = BURLAR, ENGANAR

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/Skrati [consultado em 13-04-2021]