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Dúvidas linguísticas


A utilização de aspas dentro de aspas é correta, como quando, por exemplo, se realça uma palavra dentro de uma citação, ou se cita algo dentro de outra citação? Exemplo: "Nos casos do art. 41 há referência aos "casos expressos em lei" (palavras realçadas). Um deles está bem perto, que é o do art. 42, § 1.º" (fim de citação). Outras dúvidas relacionadas: O que fazer quando a palavra realçada for a última da citação, fazendo com que as aspas de uma e outra coincidam? Utilizam-se uma ou duas aspas no final da frase? Exemplo: "Nos casos do art. 41 há referência aos "casos expressos em lei". ou "Nos casos do art. 41 há referência aos "casos expressos em lei"". As aspas vêm antes ou depois do ponto final numa citação? Exemplo: "Eu adoro chocolate". ou "Eu adoro chocolate."
Nos exemplos citados, as aspas estão a ser usadas para identificar uma citação e para destacar uma parte do texto. Estes são dois usos possíveis para as aspas, mas o seu emprego simultâneo pode gerar confusão no leitor, que poderá considerar que se trata de uma citação dentro de uma citação. Por este motivo, para tornar mais claro um destaque dentro de uma citação, será aconselhável recorrer a outra maneira de dar destaque gráfico, como o itálico (ex.: "Nos casos do art. 41 há referência aos casos expressos em lei"), o sublinhado (ex.: "Nos casos do art. 41 há referência aos casos expressos em lei"), o negro (ex.: "Nos casos do art. 41 há referência aos casos expressos em lei") ou a combinação de dois ou mais destes destaques gráficos (ex.: "Nos casos do art. 41 há referência aos casos expressos em lei").

Não é, no entanto, incorrecta a utilização de aspas dentro de aspas, devendo haver o cuidado de fechar cada um dos conjuntos de aspas, mesmo que isso origine sinais repetidos (ex.: "Nos casos do art. 41 há referência aos "casos expressos em lei""); nestes casos, poderá optar pelo uso de aspas diferentes (ex.: "Nos casos do art. 41 há referência aos «casos expressos em lei»").





Segundo o acordo ortográfico em vigor até 1990 escrever-se-á "ò mãe" e não "ó mãe", contrariamente à opinião generalizada. É correcto entender-se que o acordo de 1990 revoga o uso do acento grave na distinção das palavras homógrafas heterofónicas? Não encontro justificação no texto do acordo de 1990 para que o acento nesses casos passe de grave a agudo (ver Base XII).
O Acordo Ortográfico de 1945 (cf. Base XXIV) não permite escrever *ò mãe (o asterisco indica incorrecção), uma vez que a forma ò, à semelhança das contracções à ou às, mais usuais, só poderá ser contracção da preposição a com o artigo ou pronome o. Assim sendo, e não sendo gramatical a expressão *ao mãe, também não o será *ò mãe, sendo apenas possível utilizar a interjeição ó na expressão vocativa ó mãe. Este mesmo acordo prevê ainda o uso do acento grave nas contracções da preposição pra com o artigo ou pronome o e suas flexões (prò, prà, pròs, pràs).

A utilização do acento grave na distinção das palavras homógrafas heterofónicas (isto é, para distinguir palavras que se escrevem da mesma forma, mas têm pronúncias diferentes, como o substantivo aparte e a forma verbal aparte do verbo apartar) já tinha sido abolida com o texto de 1945 (cf. Base XXVI), apenas com pouquíssimas excepções: "quando importa diferençar por meio deste acento, normalmente indicativo de abertura vocálica, certas formas que estão em homografia com outras que lhes são etimologicamente paralelas. Deste modo se distinguem: àgora, interjeição de uso dialectal (Norte de Portugal), e agora, advérbio, conjunção e interjeição; ò, à, às, às, formas arcaicas do artigo definido, e o, a, os, as."

Não se trata, então, de uma alteração preconizada pelo texto do Acordo Ortográfico de 1990, mas sim de uma alteração anterior. O que acontece no Acordo de 1990 (cf. Base XII) é que este texto não prevê o uso de acentos graves, excepto nas contracções à, àquele, àquilo, àqueloutro e respectivas flexões, excluindo (mas apenas de forma implícita) o seu uso em outros casos como os referidos acima relativamente ao Acordo de 1945 (isto é, não está prevista a utilização do acento grave em formas como ò, prà, prò ou àgora).

Palavra do dia

reu·chli·ni·a·no reu·chli·ni·a·no


([Johannes] Reuchlin, antropónimo + -iano)
adjectivo
adjetivo

[Linguística]   [Lingüística]   [Linguística]  Relativo à pronúncia do grego clássico que segue a do grego moderno, defendida por Johann Reuchlin (1455-1522), humanista e filólogo alemão.ERASMIANO

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/%C3%B6ffentlichen%20Ansprachen [consultado em 30-06-2022]