Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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Dúvidas linguísticas


Gostaria de saber qual a grafia correta na língua portuguesa dentre as palavras citadas: moçarela, mossarela, mozarela, muçarela, mussarela, muzarela, mozzarela, muzzarela. Acredito que seja a primeira, mas tenho alguma dúvida.
O aportuguesamento de estrangeirismos coloca muitas vezes problemas de adaptação e sistematização ortográfica.

Das variantes que refere, mozarela é o aportuguesamento mais consensual da forma italiana mozzarella, estando registado em quase todos os dicionários de língua portuguesa. Para além desta forma, encontram-se registadas no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa outras formas, também registadas em outros dicionários e vocabulários.

A forma muçarela está atestada no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras (VOLP-ABL), no Dicionário Houaiss, no Dicionário Aurélio e no Dicionário Aulete. Menos consensuais são as formas moçarela (atestada no Dicionário Aurélio), mussarela (atestada no Dicionário Aulete) e muzarela (atestada no VOLP-ABL).

Pesquisas em corpora e motores de busca indicam que todas as formas diferentes de mozarela e da forma italiana mozzarella são pouco usadas no português europeu.




Desde sempre usei a expressão quando muito para exprimir uma dúvida razoável ou uma cedência como em: Quando muito, espero por ti até às 4 e 15. De há uns tempos para cá, tenho ouvido E LIDO quanto muito usado para exprimir o mesmo. Qual deles está certo?
No que diz respeito ao registo lexicográfico de quando muito ou de quanto muito, dos dicionários de língua que habitualmente registam locuções, todos eles registam apenas quando muito, com o significado de “no máximo” ou “se tanto”, nomeadamente o Grande Dicionário da Língua Portuguesa (coordenado por José Pedro Machado, Lisboa: Amigos do Livro Editores, 1981), o Dicionário Houaiss (Lisboa: Círculo de Leitores, 2002) e o Dicionário Aurélio (Curitiba: Positivo, 2004). A única excepção é o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências (Lisboa: Verbo, 2001), que regista como equivalentes as locuções adverbiais quando muito e quanto muito. Do ponto de vista lógico e semântico, e atendendo às definições e distribuições de quando e quanto, a locução quando muito é a que parece mais justificável, pois uma frase como quando muito, espero por ti até às 4 e 15 seria parafraseável por espero por ti até às 4 e 15, quando isso já for muito ou demasiado. Do ponto de vista estatístico, as pesquisas em corpora e em motores de busca evidenciam que, apesar de a locução quanto muito ser bastante usada, a sua frequência é muito inferior à da locução quando muito. Pelos motivos acima referidos, será aconselhável utilizar quando muito em detrimento de quanto muito.

Palavra do dia

ar·ca·no ar·ca·no
(latim arcanus, -a, -um, fechado, escondido, discreto, oculto, secreto)
adjectivo
adjetivo

1. Que encerra ou contém mistério ou segredo profundo. = ENIGMÁTICO, OCULTO, MISTERIOSO, SECRETO

2. Que é difícil de compreender.

substantivo masculino

3. Aquilo que contém uma causa oculta ou incompreensível. = ÁDITO, ENIGMA, MISTÉRIO, PENETRAIS, SEGREDO

4. Lugar secreto.

5. Remédio secreto.

6. Cada uma das cartas do tarô.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/%5Bzerkleinern%5D [consultado em 18-11-2019]